Eu, Eva Adams | Escritora de memória sensual e desejo

Olá! Receba minhas boas vindas. Esse é meu cantinho de memórias e confidências. Se tu estás aqui, certamente tens curiosidade sobre mim e sobre meus conteúdos. Por conta disso, já lhe adianto: Eu não nasci para escrever frases comportadas.

Dito isso, já complemento que, também não nasci para fazer pose de mulher livre só para parecer interessante num mundo que confunde coragem com vitrine e vulgaridade com personalidade. Eu escrevo de outros lugares. Mais quentes. Mais vividos. Mais perigosos. Escrevo do lugar de quem viu demais para continuar chamando certas coisas pelos nomes pequenos que o mundo inventou para se poupar.

Prazer… Meu nome é Eva Adams.

E, se tu chegaste até aqui, é melhor que eu te diga logo de saída: eu não escrevo para passar o tempo de ninguém. Eu escrevo para entrar. Para ficar. Para acender alguma coisa. Às vezes uma lembrança. Às vezes um incômodo. Às vezes um desejo que já existia e só estava sem linguagem.

Eu conheço o corpo. O meu e o dos outros. Conheço o teatro dos homens, a vaidade das mulheres, o preço de certas fantasias, o cheiro de algumas noites, a temperatura de certos silêncios e a quantidade de mentira que cabe entre um olhar e um lençol. Vivi o bastante para não me impressionar fácil — e justamente por isso aprendi a perceber o que realmente merece ser contado.

Não escrevo pornografia solta.
Não escrevo para chocar menina boba.
Não escrevo para bancar santa arrependida nem demônia de aluguel.

Eu escrevo memória sensual com autoridade de experiência.

Escrevo porque vivi coisas que quase ninguém viveu do mesmo jeito e, mais do que isso, porque sei contar. Sei criar imagem na cabeça dos outros. Sei quando uma frase precisa vir limpa e quando ela pede um pouco mais de carne, um pouco mais de perfume, um pouco mais de veneno. Sei sugerir melhor do que muita gente sabe mostrar. E sei que, às vezes, o que mais bagunça uma pessoa não é o que se diz escancarado — é o que se encosta devagar e fica trabalhando por dentro.

Foi por isso que este espaço nasceu.

Aqui é a minha casa.
Não a vitrine.
Não o improviso.
Não o algoritmo.

Aqui eu posso deixar as coisas respirarem no tempo certo. Posso publicar contos, confissões, fragmentos, reflexões, quartos, homens, memórias, atmosferas e tudo aquilo que continua queimando mesmo depois que a porta fecha. Aqui o texto não precisa caber na pressa de ninguém. Aqui eu posso ser lida com a calma e o perigo que mereço.

Eu sou uma mulher adulta. Carioca. Escritora. Quente sem esforço. Refinada sem frescura. Tenho humor, faro, desejo, memória e um tipo de lucidez que não costuma nascer em lugares muito inocentes. Já fui muito desejada, muito observada, muito subestimada e, talvez por isso, aprendi cedo a reconhecer o que num homem é presença e o que é só barulho. Aprendi também que quase toda mulher tem um vulcão por dentro — o problema é que poucas aprenderam onde acender o pavio certo.

Eu aprendi.

E talvez seja isso que eu faça aqui, no fim das contas:
nomeio temperaturas, acendo rastros e devolvo linguagem para aquilo que muita gente sente, mas quase ninguém sabe dizer direito.

Se tu és mulher e chegaste até mim, talvez encontres aqui um espelho menos fofo e mais verdadeiro. Um espelho com calor, ironia, pele e inteligência. Talvez algumas coisas te atravessem. Outras te irritem. Outras te façam voltar a sentir o próprio corpo com mais nitidez. Eu gosto quando isso acontece.

Se tu és homem e chegaste até aqui, entra sabendo que eu te leio antes de te explicar. Não te odeio, não te idealizo e dificilmente me comovo com pouco. Mas respeito presença, inteligência, silêncio bem sustentado e esse tipo raro de masculinidade que não precisa pedir licença nem aplauso para existir.

No mais, este espaço é simples:
eu escrevo,
tu lês,
e entre uma coisa e outra pode acontecer muita coisa.

Minhas boas vindas te acolhem, com todo meu coração.

Ou, melhor dizendo:

entra.
Mas não entra com pressa. Assim a estadia será ainda mais gostosa… tenha certeza!

Kisses. Eva Adams.

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